Lívia e Zé

Palavras do Sacramento

Nos últimos meses acordar era sempre a mesma coisa. O céu ainda escuro e ter a sensação de ser o único acordado numa cidade que pouco descansa. Às 4 da manhã iniciava-se um gap silencioso onde cansavam os que desbravavam a noite e ainda não tinham acordado os que ainda iniciariam a jornada diária. Levantar da cama sempre é fácil. Há meses não sinto a perna pesada ao primeiro passo fora da cama, mesmo com a lembrança e certa apreensão de sentir as panturrilhas empedradas ao primeiro toque no chão.

Vou direto ao banheiro esvaziar a bexiga e pegar a xícara de café deixada do dia anterior na pia para encher com mais café. Limpava sempre as manchas de café velho das bordas da xícara. Hoje foi diferente. O açúcar do fundo estava marrom e, quando toquei na alça, dezenas de formigas se dispersaram do seu fundo para fora. A…

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