Sobre lobos e chacais

Contos sobre nada

Na colina nebulosa,

Sob um vale negro,

Percebi que não se

Existem heróis e vilões.

Somos todos animais

Como lobos e chacais

Devorando as próprias

Patas e almas encardidas.

Nosso ser é ímpio

Canibal autofágico

Encarcerado em

Linhas brancas.

Estou anestesiado

Estou entorpecido

Derivando desertos

Em calabouços.

Os infantes do inferno

Regem vícios do homem

E na insignificância

Encontram relevância.

Num único segundo

Da vida da morte

Da noite do dia

Desvanecendo-se.

Percebo que não sou arauto.

Sou um corvo negro no céu.

Testemunhando pecados,

Deslumbrando desastres.

Do homem venoso,

Do homem porco,

O homem fungo,

O ser mundano.

Asfixiando mentes,

Enforcando almas,

Encarcerando ventres

Sob entranhas espectrais

Decaio.

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