O Forasteiro

Lua Criss

Eu lhe dissera que não escrevo por querer fazê-lo, mas porque necessito. E nem é dessas necessidades que surgem se o espírito vai mal ou bem, é outra. É tanto que o outro que crio não crê em si mesmo ou em mim, e escapa: Crê em mim, e serás salvo. Salva-se. E morrem os momentos descritos no texto, “Um belo texto, não?”. Vejo um morto sem corpo presente. O caixão com a mortalha já encardida e as flores desbotadas, à espera… Espero o começo da história pós-mortem, o fim. E liberto o forasteiro que há muito partira.

– Há muito partira?!!!

– Quem estará no lugar?

Escuto as fofocas das velhas que cochicham como se não me devessem respeito, ou ao morto. Estou velando um filho recém-nascido-morto e o sussurro das bocas do mundo me amola: “Você é jovem ainda, terá outros”. Não quero outros! Não quero outros! Saio…

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