Perdão (lembrando Todorov)

Contradições

tzvetan-todorov-foto-marti-fradera-1200x800

A pessoa punida jamais aprende. Não existe pedagogia na condenação sumária. Privação de liberdade não ensina. Mas é ilusão que não largamos.

Ao menos, já descobriram que de nada adianta trancafiar os loucos da cabeça. Um dia finalmente fecharam os manicômios, com suas terapias de choque e “bolas” mil.

Quem sabe ainda chegam à conclusão: ninguém aprende numa prisão. Nazistas foram julgados sumariamente para que aquela coisa inominável jamais se repetisse. Deu no que deu: ainda tem fascista e nazista pra burro.

Tampouco anistiar, como se fez por aqui, nos trópicos. Tem adorador de ditadura pregando impunemente, sem nem ficar vermelho.

Ontem morreu Todorov. Ele, Derrida e Ricoeur começaram a falar de um certo “perdão”, a alternativa à punição sumária/inútil e à desfaçatez das anistias. Falaram ao mesmo tempo, quinze anos atrás.

O mundo estava de olho na África do Sul. Ao invés de matar e esfolar a turma do…

Ver o post original 97 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s