Estúpida Retórica

Toda Unanimidade

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Lia Mario Benedetti no metrô, um livro sobre os exilados uruguaios nos anos 70, quando pensei em ir ao cinema.

Saltei na Consolação e já no Belas Artes decidi entrar na primeira sessão disponível. Era o filme Chileno Neruda. Eu não sabia, mas o roteiro trata justamente da perseguição e do exílio do poeta comunista em 1948.

Em uma cena, o policial (Gael Garcia Bernal) pilota uma moto me lembrando Diários da Motocicleta, filme com o mesmo ator sobre Che Guevara.

Comecei a tecer uma estranha teia em minha cabeça desocupada.

Artistas de esquerda perseguidos no final dos anos 40 no Chile; Revolucionários argentinos sonhando com uma América Latina Socialista nos anos 50. Uruguaios exilados e perseguidos nos anos 70.

Ainda hoje, as portas da terceira década do século XXI, estamos perseguindo artistas de esquerda ou sonhando com revoluções sem sentido. Como se estivéssemos atolados esse tempo todo, quanto mais…

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