A arte de andar na contramão

CULTBERRY

O som de um acorde maior ecoa pelo túnel amplo e vazio da estação Vila Madalena. À medida que avanço em direção à rua, torna-se gradativamente mais ressonante e intenso, a ponto que meu corpo é logo tomado por uma sensação momentânea de inexplicável felicidade. Subo as escadas rolantes e imediatamente me deparo com sua fonte: um jovem sentado nos degraus da saída tocando um violão antigo e cheio de marcas provenientes de muitos anos de uso; com os olhos fechados, o músico parecia não notar o que se passava a sua volta, contudo, logo que depositei duas moedas no caixote a sua frente, ele sorriu e disse “muito obrigado, amigo”. Retribui com um sorriso e segui meu rumo pela Heitor Penteado, onde o som do instrumento era aos poucos engolido pelas exclamações e frenesi das pessoas que andavam apressadamente pela calçada juntamente ao fluxo incessante de veículos. Passo a…

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