impermanências I

insensateza

Choveu. Fim de tarde. Após a chuva no largo céu da cidade, pela janela avisto a magia se forjando. Desnudada, rosácea e dourando o espaço eis um dorso, invertebrado, de mulher. Mulher-nuvem. Contemplo-a, seguindo as nuances em contínua mutação. E enquanto tudo muda, ela esvoaçando seus véus, (es)vai-se, equânime. Em modo discreto de despedir-se, sem alarde, simplesmente transmuta-se. Inspiro. Fecho os olhos. Já é quase noite.

Ver o post original

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s