Madeira que cupim não rói

Contradições

543652-970x600-1Em 1999, o filme “Cronicamente inviável”, de Sergio Bianchi, começava com uma pessoa colocando fogo num vespeiro (ou numa caixa de marimbondo). Mesmo nos anos recentes de maior otimismo, sempre tem um filme brasileiro para provocar, mostrar as coisas fora do lugar, mexer no vespeiro.

Tales Ab’Saber disse que esses filmes tratam da “inconsistência e a doença do espaço público e da cultura entre nós”. Todo mundo espera um remédio, mas o que aparece é o disfuncional, aquilo que não está nos padrões. A cada remédio novo aplicado, o corpo parece mais enfermo.

Mais um capítulo dessa doença veio com “Aquarius”. No filme anterior (“O som ao redor”), Kleber Mendonça Filho mostrou as patologias sociais existentes e concentradas numa única rua de Recife. Um bando de pessoas enclausuradas em seus apartamentos, câmeras de vigilância, segurança privada.

“Aquarius” traz a casa – um apartamento em questão. É a fórmula tradicional do…

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