A contradição do Afropunk e de ser um negro alternativo

obuli

Dentro de uma cultura hegemonicamente branca, ser negro já te faz alternativo, diferente. De um modo ruim, é claro. Diferentes em relação a quem? Já disse a escritora portuguesa Grada Kilomba: “Eu só me torno diferente se a pessoa branca se vê como ponto de referência, como a norma da qual eu difiro. (…) Eu não sou discriminada porque eu sou diferente, eu me torno diferente através da discriminação. É no momento da discriminação que eu sou apontada como diferente”. Mas ser negro e alternativo/diferente dentro da sua própria cultura também não é fácil. Ainda mais quando também somos alternativos dentro de uma cena de uma cultura alternativa majoritariamente branca, caso nos identifiquemos com ela. Mas, peraí, isso tá muito difícil de entender, cara. Então eu vou explicar melhor…

Jimi Hendrix, que até 1966 participava ativamente de variados grupos de soul e blues como membro contratado da banda, teve que…

Ver o post original 842 mais palavras

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s